segunda-feira, 26 de maio de 2014

Prólogo

Mostra-me, mostra-me
Diz que tudo está normal
Mesmo nessa loucura que rodeia nossas mentes
Esse caos e insanidade que tenta roubar nosso ser
Revela que nossa loucura não chega aos pés do que está no mundo
Carmina, ainda podemos sair por ai?
Lá fora ainda é seguro para nós?
Quando vamos partir para as vielas
e escrever juntos novamente?
Eu temo pela vida, receio a morte
Ainda espero por dias melhores,
mas não aqui, em outro mundo
Eles não querem mais brincar como brincávamos antes
Suas armas não são mais palavras
Elas não afetam apenas o coração
Mas toda a carne de desfaz em segundos
Carmina não pertencemos mais as ruas
Esse tempo acabou
Veja Carmina, leia aquelas palavras
Elas revelam fins catastróficos
O cheiro de morte passa por todas as ruas
Feche as janelas, não veja o que eles fazem